feat(telefonia): rotas de entrada por DID — fundação real pro IVR

Pedido do usuário: "pode iniciar a montar o IVR e as rotas de entrada".
Investigando antes de escrever qualquer XML de IVR, achei que NENHUMA
chamada de entrada por tronco tinha como funcionar hoje, IVR ou não:
nenhuma carregava `b2bcall_tenant_id` (só REGISTER de ramal e discagem de
saída setam essa variable), e mesmo corrigindo isso, o profile "external"
apontava pro contexto "public" vanilla — um arquivo ESTÁTICO, que sempre
ganha de uma consulta ao mod_xml_curl, então nunca seria dinâmico
enquanto se chamasse "public".

Perguntei ao usuário a granularidade certa (por DID ou por tronco) antes
de desenhar o schema — escolheu por DID, mais flexível (um tronco pode
carregar vários números com destinos diferentes). `InboundRoute` nova
(RLS real, FORCE ROW LEVEL SECURITY): `didNumber` único GLOBAL entre
tenants (mesma exceção já aceita em Tenant.telephonyDomain) — é a ÚNICA
forma de descobrir de qual tenant é uma chamada de entrada ANTES de
identificar o tenant. Resolvido por fan-out sobre tenants ativos, nunca
uma query sem contexto de RLS.

Dockerfile repontou o profile external pra context="inbound" (sem
arquivo estático, cai no mod_xml_curl de verdade). O XML gerado pra esse
contexto injeta b2bcall_tenant_id + domain_name (achado real: sem setar
domain_name explicitamente, o bridge da "Discagem interna" resolvia pro
domínio GLOBAL default, nunca pro do tenant) e transfere pro dialplan
real do tenant — reaproveita 100% do que já existe, inclusive pickup de
grupo (PHASE 53).

CRUD completo (InboundRoutesController, permissions novas no seed) + tela
"Telefonia > Rotas de Entrada" no frontend.

Testado com uma chamada REAL: um softphone registrado como ramal normal,
outro discando direto pro profile external (porta 5080, sem registrar —
exatamente como um provedor de tronco manda) um DID cadastrado. `show
channels` confirma: tenant certo, contexto certo, domínio certo no
bridge, codec PCMU negociado nos dois lados, ramal tocou e atendeu de
verdade. Detalhes completos, inclusive uma tentativa de teste que falhou
por limitação do canal `loopback` (não um bug), em docs/INBOUND_ROUTES.md.

O IVR em si (menu com play_and_get_digits) fica pra próxima fase — esta
é a fundação sem a qual nada de chamada de entrada funcionava.

Co-Authored-By: Claude Sonnet 5 <noreply@anthropic.com>
Claude-Session: https://claude.ai/code/session_01BFaBaBSQGhyXGEgtTYZGV8
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2026-08-30 16:45:18 -03:00
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100
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@@ -0,0 +1,100 @@
# Rotas de entrada (PHASE 56)
Pedido do usuário: "pode iniciar a montar o IVR e as rotas de entrada". A
investigação achou que **nenhuma chamada de tronco tinha como funcionar
hoje**, IVR ou não — esse documento cobre a fundação (rota por DID →
tenant); o IVR em si (menu com `play_and_get_digits`) é a próxima fase,
construída em cima disso.
## O achado real
Toda chamada originada de um ramal registrado ou de discagem de saída
carrega o channel variable `b2bcall_tenant_id` (setado por
`buildDirectoryUserXml`/originate do discador). **Uma chamada de ENTRADA
por tronco nunca carregava isso** — não existia nenhum mecanismo pra
identificar de qual tenant uma chamada de entrada é, então
`resolveDialplanXml` (`apps/freeswitch-config`) sempre devolvia
"not found" pra ela.
Pior: mesmo se essa variable existisse, o profile `external` do
FreeSWITCH (onde troncos recebem chamada) aponta pro contexto `public`
por padrão — um **arquivo estático** (`dialplan/public.xml`, vanilla).
Config estática sempre ganha de uma consulta ao `mod_xml_curl`, então
mesmo trocando a aplicação, esse contexto nunca seria dinâmico enquanto
se chamasse "public".
## O mecanismo
1. **`InboundRoute`** (nova tabela, tenant-scoped, RLS real) — cada linha
é `didNumber` (o número que o provedor manda no INVITE) → `tenantId` +
`destinationContext`/`destinationNumber` (pra onde a chamada cai
dentro do dialplan do TENANT DONO). `didNumber` é `@unique` **global**
— mesma exceção já aceita em `Tenant.telephonyDomain` (PHASE 50): é a
ÚNICA forma de descobrir de qual tenant é uma chamada de entrada
ANTES de saber o tenant.
2. **Dockerfile**: o profile `external` foi repontado de `context="public"`
pra `context="inbound"` — um contexto sintético, sem nenhum arquivo
estático, então toda chamada de entrada cai obrigatoriamente no
`mod_xml_curl` (`b2bcall-fs-config`, binding já genérico pra qualquer
contexto do section `dialplan`). `dialplan/public.xml` continua no
disco, só não é mais alcançado por nenhum profile.
3. **`apps/freeswitch-config`**: quando `resolveDialplanXml` recebe uma
requisição SEM `variable_b2bcall_tenant_id` e com `Caller-Context ==
"inbound"`, lê `Caller-Destination-Number` (o DID discado) e faz
fan-out sobre os tenants ativos (`withTenantContext` por tenant, nunca
uma query sem contexto — `InboundRoute` tem `FORCE ROW LEVEL
SECURITY` de verdade) até achar quem é dono do DID.
4. **`buildInboundRouteXml`** (`packages/telephony`) gera um XML de
dialplan mínimo pro contexto `inbound`: `set b2bcall_tenant_id=<id>`,
`set domain_name=<domínio do tenant>` (achado real testando com
chamada de verdade — sem isso o `bridge
data="user/${destination_number}@${domain_name}"` da regra "Discagem
interna" resolvia pro domínio GLOBAL default, nunca pro do tenant,
porque a leg de entrada não é um ramal registrado e nada preenche essa
variable sozinho), e `transfer <destinationNumber> XML
<destinationContext>`. O `transfer` dispara uma nova consulta de
dialplan — agora já com `b2bcall_tenant_id` presente — reaproveitando
100% do dialplan normal do tenant (a mesma regra "Discagem interna" já
testada pro pickup de grupo, PHASE 53).
## Testado ponta a ponta com uma chamada real
Nenhum tronco PSTN real disponível neste laboratório — simulado com dois
softphones reais (`linphone-cli`) em containers Docker na mesma rede: um
registrado como ramal normal (`8001@acme.b2bcall.net`), outro discando
DIRETO pro profile `external` (porta 5080, sem registrar — exatamente
como um provedor de tronco manda uma chamada) um número (DID) cadastrado
numa `InboundRoute` apontando pra `8001`. Confirmado via `show channels`:
a chamada de entrada resolveu o tenant certo, transferiu pro contexto
`default` do tenant, bridged com o `user/8001@acme.b2bcall.net` (domínio
correto, não o global) e ficou `ACTIVE` com codec PCMU negociado nos dois
lados — ramal tocou, atendeu, áudio bidirecional confirmado.
(Tentativa inicial usando `originate loopback/.../inbound &park()` como
simulação deu `INCOMPATIBLE_DESTINATION`/488 — isolado como limitação do
canal `loopback` (sem SDP/codec real negociado), não um bug da resolução:
confirmado testando a mesma resolução com destino simples
`answer`+`playback` via loopback (sucesso) e depois com uma chamada SIP
de verdade ponta a ponta (sucesso completo, áudio incluído).)
## O que falta
- IVR (menu com `play_and_get_digits` + branching por dígito) — a rota de
entrada já pode apontar `destinationContext` pra um contexto de IVR
dedicado, mas o "menu" em si (dialplan `play_and_get_digits` +
condição sobre o dígito coletado) ainda não foi construído. Pontos em
aberto: `ALLOWED_CONDITION_FIELDS` hoje é um enum fixo (nunca aceita
`${variavel}` arbitrária) — vai precisar de um allowlist mais amplo com
a MESMA proteção contra RCE já aplicada em `data` (`IsSafeDialplanData`),
já que `field` também é expandido pelo FreeSWITCH em tempo de chamada.
- Tela de frontend cobre só CRUD simples (DID → ramal); não tem seletor
de "fila" ou "IVR" como destino ainda — hoje é só texto livre pro
`destinationContext`/`destinationNumber` (o operador escolhe o contexto
e número certos manualmente).
- Perda das proteções de toll-fraud do `public.xml` vanilla (unroll de
loop de chamada, etc.) — não replicadas no contexto `inbound` novo.
Aceitável pra esta fase (sem trunks reais ainda), mas revisar antes de
conectar um provedor PSTN de verdade.