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B2BCall-dialer/docs/EXTENSIONS.md
Matheus 56f73bdb8f fix: domínio SIP único por tenant + grupo de captura + revelar senha do ramal
Achado real, detalhado pelo usuário testando o PABX de verdade: TenantsController
.create() gravava telephonyDomain="b2bcall.local" fixo pra TODO tenant novo —
b2bcall-fs-config decide qual tenant é dono de um REGISTER só pelo domínio
(Tenant.findFirst({telephonyDomain})), então com todo tenant no mesmo domínio o
isolamento de PABX (ramais, call groups, filas, IVR) não tinha como funcionar de
verdade. Investigado direto no container antes de mudar qualquer coisa: o sofia
profile "internal" (vanilla) já vem com <domain name="all" alias="true".../> — o
FreeSWITCH sempre aceitou domínio dinâmico por REGISTER, o bug era só a aplicação.
Nenhuma mudança de infra foi necessária.

Tenant.telephonyDomain agora é obrigatório e @unique (migration com backfill:
tenants existentes ganharam {code}.b2bcall.net, e os Extension.domain já criados
foram atualizados junto). Tela de criação de tenant sugere {code}.b2bcall.net ao
digitar o código, editável.

Extension.callGroup (novo) — ramais no mesmo grupo podem capturar a chamada um do
outro (*8), fora do grupo não. Vira a variable call-group no directory XML; a regra
de dialplan do *8 em si fica pra configurar em Telefonia > Dialplan (editor já
existe). Editável na criação e depois (PATCH /extensions/:id, novo).

POST /extensions/:id/reveal-password (novo) — achado real: "show once" puro não
funciona no dia a dia (reconfigurar um telefone/softphone precisa da senha de novo;
forçar reset toda vez derruba outro aparelho já configurado). sipPasswordEnc sempre
foi criptografia reversível, nunca hash — só não estava exposto. Auditado
(EXTENSION_PASSWORD_REVEALED) por ser sensível mesmo sem escrita.

apps/freeswitch-config reconstruído e reiniciado. Testado ponta a ponta contra o
container REAL via docker exec: senha revelada bate com a gerada na criação,
call-group aparece no XML, e o mesmo número de ramal em domínios diferentes nunca
se confunde (isolamento cross-tenant confirmado de verdade).

Co-Authored-By: Claude Sonnet 5 <noreply@anthropic.com>
Claude-Session: https://claude.ai/code/session_01BFaBaBSQGhyXGEgtTYZGV8
2026-08-30 12:05:25 -03:00

8.0 KiB

Extensions (Ramais)

Primeira fase que dá dado real de negócio ao FreeSWITCH via mod_xml_curl (agente.md secao 39-40, 178).

Modelo

extensions (tenant-scoped, RLS — mesmo padrão de tenant_memberships): number, name, domain, sip_password_enc, caller_id_name/number, context, sofia_profile, codecs, max_registrations, enabled. UNIQUE(tenant_id, number) — números só precisam ser únicos dentro do tenant (secao 34).

Senha SIP (secao 178)

  • Gerada com generateStrongPassword() (24 caracteres alfanuméricos, crypto.randomBytes).
  • Cifrada em repouso com AES-256-GCM (packages/shared/src/crypto.ts), chave em ENCRYPTION_KEY (.env, 32 bytes hex) — nunca no PostgreSQL.
  • Só aparece em texto puro na resposta do POST /extensions, uma única vez. GET/list nunca devolvem sipPasswordEnc nem a senha — a função toPublicExtension() faz destructuring explícito do campo (não spread) pra garantir isso é removido de fato, não só "esquecido" no tipo TypeScript.

API (apps/api/src/extensions)

POST   /extensions       extensions.manage   cria (gera+cifra senha, devolve 1x)
GET    /extensions       extensions.view     lista (sem senha)
GET    /extensions/:id   extensions.view     detalhe (sem senha)
DELETE /extensions/:id   extensions.manage   soft delete (deletedAt + enabled=false)

Novo PermissionGuard genérico (@RequirePermission('extensions.manage')) — roda depois do JwtAuthGuard, exige tenant selecionado no JWT (nunca aceita tenant_id do client) e chama userHasPermission() de packages/auth.

Achado real durante os testes: o PermissionGuard injeta Reflector via construtor — padrão documentado do NestJS. Rodando via tsx (esbuild), o reflector chegava undefined em runtime (TypeError: Cannot read properties of undefined), porque esbuild não faz emissão de design:paramtypes com checagem de tipos completa entre arquivos (limitação conhecida do esbuild, diferente do tsc). Resolvido com @Inject(Reflector) explícito no construtor. Isso é um risco real pra qualquer guard/serviço futuro que dependa de injeção implícita de tipo — usar @Inject() explícito sempre que o dev/runtime for via tsx, ou considerar migrar apps/api pra build real (tsc) mais adiante.

Atualização (fase Dialplan): esse "considerar migrar" virou obrigatório — o mesmo problema de metadata do esbuild também desativava silenciosamente o ValidationPipe inteiro (sem crash, sem log, só aceitando qualquer entrada). apps/api agora sempre builda com tsc antes de rodar. Ver docs/VALIDATION_PIPE_BUG.md.

b2bcall-fs-config agora responde directory de verdade

Fluxo section === "directory":

  1. Tenant.findFirst({ telephonyDomain: domain, status: "ACTIVE" }) — tenants não são RLS-protected (é o registro da plataforma).
  2. withTenantContext(tenant.id) → Extension.findFirst({ number: user, enabled: true }).
  3. buildDirectoryUserXml() (packages/telephony) monta o XML, incluindo b2bcall_tenant_id/b2bcall_extension_id como channel variables (secao 81 — assim qualquer chamada desse ramal já carrega a origem).

Achado real: a primeira versão do XML não incluía o bloco <domain><params><param name="dial-string".../></params></domain> que a config vanilla tem em directory/default.xml. Sem isso, originate user/1500 &park() falhava com MANDATORY_IE_MISSING em vez do USER_NOT_REGISTERED esperado — o FreeSWITCH não sabia montar o dialstring pro endpoint user/. Corrigido copiando o mesmo template de dial-string da config vanilla.

$${domain} fixo (só o valor default do container, não uma restrição)

Tenant.telephonyDomain precisa bater com o que o FreeSWITCH manda como domain no POST do xml_curl. Por padrão, a config vanilla usa domain=$${local_ip_v4} — o IP do container, que muda a cada restart e nunca seria estável o suficiente pra configurar em um tenant. Corrigido no Dockerfile do FreeSWITCH com um sed fixando $${domain} pra b2bcall.local (configurável via ARG DEFAULT_SIP_DOMAIN) — isso é só o valor usado como REFERÊNCIA/fallback em vars.xml, não uma restrição de quais domínios o profile aceita.

Multi-domínio real por tenant — resolvido na PHASE 50 (achado real reportado pelo usuário testando): o profile internal (vanilla, não sobrescrito) já vem com <domain name="all" alias="true" parse="false"/> — aceita REGISTER de qualquer domínio dinamicamente, sempre dependeu só do section=directory do mod_xml_curl resolver o domínio certo (que já funciona por request, olhando o domain que o UA manda). O bug de verdade era só a camada de aplicação: TenantsController.create() gravava o mesmo telephonyDomain fixo ("b2bcall.local") pra todo tenant novo. Corrigido: telephonyDomain agora é obrigatório e único na criação do tenant (constraint no banco), sugerido como {code}.b2bcall.net na tela mas editável. Nenhuma mudança de infra (Dockerfile/sofia profile) foi necessária — só era preciso um domínio de verdade por tenant.

Verificado ponta a ponta

POST /extensions {"number":"1500","name":"Ramal de Teste"}   # 201, senha aparece 1x
GET  /extensions/:id                                          # confirma senha nunca reaparece

# fs-config resolve com a senha certa (decifrada corretamente):
curl -d "section=directory&user=1500&domain=b2bcall.local" http://fs-config:8080/

# FreeSWITCH:
originate user/1500 &park()   # USER_NOT_REGISTERED (achou o ramal, sem telefone registrado)
originate user/1501 &park()   # SUBSCRIBER_ABSENT (nao existe)

DELETE /extensions/:id
originate user/1500 &park()   # volta a SUBSCRIBER_ABSENT

Autenticação HTTP fs-config ↔ FreeSWITCH

Adicionada nesta mesma fase (assim que o serviço passou a devolver dados reais, deixou de ser opcional): HTTP Basic, credenciais em FS_CONFIG_USER/ FS_CONFIG_PASSWORD (.env, geradas com openssl rand). FreeSWITCH manda via gateway-credentials em xml_curl.conf.xml (substituído em runtime pelo entrypoint.sh, mesmo padrão do ESL_PASSWORD — nunca fica na imagem). fs-config compara com timingSafeEqual (evita timing attack), libera só /health sem auth (usado pelo healthcheck do Docker). Verificado: requisição sem credenciais recebe 401; o FreeSWITCH (com gateway-credentials configurado) continua funcionando normalmente.

Senha SIP: "ver de novo" além do "show once" (PHASE 51)

Achado real reportado pelo usuário: "show once" puro não funciona no dia a dia — reconfigurar um telefone físico ou softphone precisa da senha de novo, e forçar reset toda vez (POST /:id/reset-password) derruba o registro de qualquer aparelho já configurado com a senha antiga. sipPasswordEnc sempre foi criptografia reversível (AES-256-GCM), nunca hash — só não estava exposto. POST /extensions/:id/reveal-password (novo) decifra e devolve a senha ATUAL sem trocar nada, auditado (EXTENSION_PASSWORD_REVEALED) por ser uma ação sensível mesmo sem escrita nenhuma.

Grupo de captura (call group, PHASE 51)

Achado real: sem isso, qualquer ramal conseguia capturar a chamada de qualquer outro (o PBX não tinha noção de "grupo"). Extension.callGroup (nullable) vira a variable call-group no directory XML — o FreeSWITCH já resolve *8 (group pickup) comparando essa variable entre canais. A extensão de dialplan pro *8 em si fica pra configurar em Telefonia > Dialplan (já é um editor de regras por tenant), não precisa de código novo — só precisava existir o dado.

O que falta

  • Quota de ramais — implementada na fase Plans/Entitlements (ver docs/ENTITLEMENTS.md), assertQuota chamado antes de criar.
  • Tela "Telefonia → Ramais" (frontend) — fase Frontend, bem mais adiante.
  • Multi-domínio real por tenant — resolvido na PHASE 50 (ver acima).
  • Extensão de dialplan padrão pro *8 de group pickup — o dado (callGroup) já existe, falta só alguém configurar a regra em Telefonia > Dialplan (ou decidir seedar uma default por tenant).