Continuação de "montar o IVR e as rotas de entrada": com a fundação de
roteamento por DID já funcionando, faltava o menu em si.
`play_and_get_digits` adicionado ao allowlist de applications (só coleta
dígitos numa variable, nunca executa nada — mesmo risco zero dos outros
já permitidos). `ALLOWED_CONDITION_FIELDS` ganhou um segundo modo:
`${variavel}` simples além dos 6 campos fixos, com a mesma garantia
anti-RCE de `data` (o regex exige identificador puro, sem parênteses,
então nunca vira `${funcname(...)}`).
Achado real construindo o primeiro menu de teste: FreeSWITCH resolve
TODAS as condições de um contexto antes de executar qualquer ação — uma
variable setada por `play_and_get_digits` nunca afeta o casamento de
OUTRA extension na mesma passada. Descoberto porque o primeiro desenho
(2 extensions separadas, uma coletando o dígito, outra checando
`${ivr_choice}`) nunca bateu num teste real com DTMF — o regex era
avaliado com a variable ainda vazia. A forma que funciona: um `transfer`
explícito, na MESMA extension, usando o dígito coletado como novo
destination_number — isso dispara uma consulta de dialplan nova (as
variables já setadas persistem), e as extensions seguintes casam por
destination_number normal.
Testado ponta a ponta com DTMF de verdade: como linphonec não tem um
comando de enviar DTMF interativo, usei `fs_cli uuid_recv_dtmf` (API do
FreeSWITCH que simula o dígito chegando como input do chamador, mesmo
caminho que RFC2833 usaria). Softphone externo ligou pro DID, o IVR
atendeu, tocou o prompt, esperou o dígito: "1" bridged com um ramal real
(atendeu, áudio PCMU bidirecional confirmado); "2" foi pra uma resposta
alternativa (tom diferente) — confirma que a ramificação distingue de
verdade, não só cai sempre na primeira opção.
Detalhes completos em docs/INBOUND_ROUTES.md. Falta só a UI dedicada de
autoria de menu (hoje construído à mão no editor genérico de dialplan) —
backend já suporta tudo que ela precisaria gerar.
Co-Authored-By: Claude Sonnet 5 <noreply@anthropic.com>
Claude-Session: https://claude.ai/code/session_01BFaBaBSQGhyXGEgtTYZGV8
7.7 KiB
Rotas de entrada (PHASE 56)
Pedido do usuário: "pode iniciar a montar o IVR e as rotas de entrada". A
investigação achou que nenhuma chamada de tronco tinha como funcionar
hoje, IVR ou não — esse documento cobre a fundação (rota por DID →
tenant); o IVR em si (menu com play_and_get_digits) é a próxima fase,
construída em cima disso.
O achado real
Toda chamada originada de um ramal registrado ou de discagem de saída
carrega o channel variable b2bcall_tenant_id (setado por
buildDirectoryUserXml/originate do discador). Uma chamada de ENTRADA
por tronco nunca carregava isso — não existia nenhum mecanismo pra
identificar de qual tenant uma chamada de entrada é, então
resolveDialplanXml (apps/freeswitch-config) sempre devolvia
"not found" pra ela.
Pior: mesmo se essa variable existisse, o profile external do
FreeSWITCH (onde troncos recebem chamada) aponta pro contexto public
por padrão — um arquivo estático (dialplan/public.xml, vanilla).
Config estática sempre ganha de uma consulta ao mod_xml_curl, então
mesmo trocando a aplicação, esse contexto nunca seria dinâmico enquanto
se chamasse "public".
O mecanismo
-
InboundRoute(nova tabela, tenant-scoped, RLS real) — cada linha édidNumber(o número que o provedor manda no INVITE) →tenantId+destinationContext/destinationNumber(pra onde a chamada cai dentro do dialplan do TENANT DONO).didNumberé@uniqueglobal — mesma exceção já aceita emTenant.telephonyDomain(PHASE 50): é a ÚNICA forma de descobrir de qual tenant é uma chamada de entrada ANTES de saber o tenant. -
Dockerfile: o profile
externalfoi repontado decontext="public"pracontext="inbound"— um contexto sintético, sem nenhum arquivo estático, então toda chamada de entrada cai obrigatoriamente nomod_xml_curl(b2bcall-fs-config, binding já genérico pra qualquer contexto do sectiondialplan).dialplan/public.xmlcontinua no disco, só não é mais alcançado por nenhum profile. -
apps/freeswitch-config: quandoresolveDialplanXmlrecebe uma requisição SEMvariable_b2bcall_tenant_ide comCaller-Context == "inbound", lêCaller-Destination-Number(o DID discado) e faz fan-out sobre os tenants ativos (withTenantContextpor tenant, nunca uma query sem contexto —InboundRoutetemFORCE ROW LEVEL SECURITYde verdade) até achar quem é dono do DID. -
buildInboundRouteXml(packages/telephony) gera um XML de dialplan mínimo pro contextoinbound:set b2bcall_tenant_id=<id>,set domain_name=<domínio do tenant>(achado real testando com chamada de verdade — sem isso obridge data="user/${destination_number}@${domain_name}"da regra "Discagem interna" resolvia pro domínio GLOBAL default, nunca pro do tenant, porque a leg de entrada não é um ramal registrado e nada preenche essa variable sozinho), etransfer <destinationNumber> XML <destinationContext>. Otransferdispara uma nova consulta de dialplan — agora já comb2bcall_tenant_idpresente — reaproveitando 100% do dialplan normal do tenant (a mesma regra "Discagem interna" já testada pro pickup de grupo, PHASE 53).
Testado ponta a ponta com uma chamada real
Nenhum tronco PSTN real disponível neste laboratório — simulado com dois
softphones reais (linphone-cli) em containers Docker na mesma rede: um
registrado como ramal normal (8001@acme.b2bcall.net), outro discando
DIRETO pro profile external (porta 5080, sem registrar — exatamente
como um provedor de tronco manda uma chamada) um número (DID) cadastrado
numa InboundRoute apontando pra 8001. Confirmado via show channels:
a chamada de entrada resolveu o tenant certo, transferiu pro contexto
default do tenant, bridged com o user/8001@acme.b2bcall.net (domínio
correto, não o global) e ficou ACTIVE com codec PCMU negociado nos dois
lados — ramal tocou, atendeu, áudio bidirecional confirmado.
(Tentativa inicial usando originate loopback/.../inbound &park() como
simulação deu INCOMPATIBLE_DESTINATION/488 — isolado como limitação do
canal loopback (sem SDP/codec real negociado), não um bug da resolução:
confirmado testando a mesma resolução com destino simples
answer+playback via loopback (sucesso) e depois com uma chamada SIP
de verdade ponta a ponta (sucesso completo, áudio incluído).)
IVR (PHASE 56, construído em cima da fundação acima)
play_and_get_digits adicionado ao ALLOWED_DIALPLAN_APPLICATIONS — só
coleta dígitos numa variable, nunca executa nada, mesmo risco zero dos
outros já permitidos. ALLOWED_CONDITION_FIELDS ganhou um segundo modo:
além dos 6 campos fixos, aceita um ${variavel} simples (regex exige
identificador puro, sem parênteses — nunca bate com ${funcname(...)},
então o mesmo risco de RCE já fechado pra data não se aplica aqui).
Achado real construindo o primeiro menu de teste: FreeSWITCH resolve
TODAS as <condition> de um contexto (decide quais <extension>
batem) ANTES de executar qualquer <action> — variables setadas por uma
action (como o dígito que play_and_get_digits guarda) NUNCA afetam o
casamento de outras <extension> no MESMO contexto/mesma passada
("Uma condição por extension" já era uma simplificação deliberada desta
implementação, mas mesmo o FreeSWITCH puro com múltiplas <condition>
por extension só re-avalia a PRÓXIMA condição da MESMA extension, não
outras extensions). Confirmado testando com DTMF de verdade: duas
extensions separadas (IVR entrada fazendo play_and_get_digits, IVR opcao 1/opcao 2 checando ${ivr_choice}) NUNCA bateu — o regex era
avaliado com a variable ainda vazia.
A forma que funciona: dentro da MESMA extension que colheu o dígito,
um transfer explícito usando o valor coletado como novo
destination_number — transfer data="${ivr_choice} XML <mesmo-contexto>". transfer dispara uma consulta de dialplan
COMPLETAMENTE NOVA (nova passada de parse, variables já setadas
persistem), então as extensions seguintes podem casar por
destination_number normal (^1$, ^2$, ...) — nem precisa do
widening de ${variavel} pra ISSO especificamente (mas o widening
continua útil/correto de se ter, por exemplo pra decisões dentro de uma
única extension com múltiplas conditions no futuro).
Testado ponta a ponta com DTMF de verdade (fs_cli uuid_recv_dtmf —
linphonec não tem comando de enviar DTMF interativo, então a
verificação usa a API do FreeSWITCH que simula o dígito chegando como
input do chamador, o mesmo caminho que RFC2833/inband usaria): softphone
externo liga pro DID → IVR atende, toca prompt, espera dígito →
dígito 1 → bridge com ramal real registrado (atendeu, áudio PCMU
bidirecional confirmado); dígito 2 → resposta alternativa (tom
diferente + desliga) — confirma que a ramificação distingue de verdade,
não só "sempre cai na primeira opção".
O que falta
- Tela de frontend pra autoria de IVR — hoje o menu é construído à mão
no editor genérico de dialplan (
Telefonia > Dialplan, escolhendo umcontextnovo), não tem uma UI dedicada de "menu com opções" ainda. Backend já suporta tudo que uma UI assim precisaria gerar. - Tela de frontend "Rotas de Entrada" cobre só CRUD simples (DID →
ramal); não tem seletor de "fila" ou "IVR" como destino ainda — hoje é
texto livre pro
destinationContext/destinationNumber. - Perda das proteções de toll-fraud do
public.xmlvanilla (unroll de loop de chamada, etc.) — não replicadas no contextoinboundnovo. Aceitável pra esta fase (sem trunks reais ainda), mas revisar antes de conectar um provedor PSTN de verdade.