# B2BCall — Segurança ## Autenticação - Senhas com **Argon2id** (`argon2` lib), nunca bcrypt/md5/sha. - JWT de acesso (curta duração, `JWT_ACCESS_TTL`) + refresh token opaco (hash SHA-256 armazenado, nunca o token em texto puro) com **rotação**: a cada uso, o refresh antigo é revogado e um novo par é emitido. - Cookies `HttpOnly`, `SameSite=Lax`, `Secure` quando HTTPS estiver ativo. `SameSite=Lax` é a mitigação primária de CSRF (o navegador não envia o cookie em requisições cross-site que não sejam navegação de topo) — não há token CSRF de double-submit adicional. Suficiente para o modelo de ameaça atual (rede privada, sem terceiros hospedando conteúdo que chame a API); reavaliar se o frontend algum dia rodar em uma origem publicamente diferente da API. - Rate limiting progressivo de login por IP via Redis (`LoginThrottleService`): backoff exponencial a cada bloco de tentativas falhas, nunca bloqueio permanente sem reset. - Resposta de "esqueci minha senha" sempre genérica, independente de o e-mail existir (evita enumeração de usuários). - Troca de senha revoga todas as sessões ativas do usuário. ## Autorização (RBAC) - `User` → `UserRole` → `Role` → `RolePermission` → `Permission`. - Catálogo de permissões centralizado (`packages/shared/src/permissions.ts`) — nenhuma checagem de permissão usa string solta espalhada pelo código. - `PermissionsGuard` global, aplicado via `@RequirePermissions(...)` em cada rota que precisa (rotas sem decorator exigem apenas autenticação). - **Ninguém pode alterar os próprios perfis de acesso** (`users.service.ts#update`), mesmo tendo permissão de gerenciar usuários — bloqueia auto-elevação mesmo por um super_admin comprometido/mal configurado. ## Criptografia de segredos - `Trunk.secretEncrypted` / `Extension.sipPasswordEncrypted`: AES-256-GCM (`packages/shared/src/secret-crypto.ts`), chave mestra `SECRETS_MASTER_KEY` (`.env`, nunca no banco, nunca versionada). - Nenhum segredo (senha de tronco, senha de ramal, tokens) é retornado em `GET`/`PATCH` — só uma vez, no momento da criação, quando aplicável. ## Auditoria - `AuditService` registra toda ação sensível (login, criação/edição/exclusão de entidades, disposição de chamada, mudanças de compliance, etc.) com `userId`, `ipAddress`, `userAgent`, estado antes/depois. - Redação automática de campos sensíveis (`SENSITIVE_KEYS`) antes de persistir `before`/`after` — senha, secret, token nunca aparecem em texto puro no log de auditoria. - Logs estruturados JSON (`nestjs-pino`/`pino`) com `request_id` de correlação — mesma política de redação se aplica. ## Rede - Único ponto exposto à LAN: Nginx, porta 80 (443 quando HTTPS configurado — `docs/OPERATIONS.md`). - Postgres/Redis nunca publicados fora de `127.0.0.1`/rede Docker interna. - AMI (5038), ARI (8088/8089), SIP (5060/5061), RTP (10000-20000) bloqueados da interface LAN por nftables (`infrastructure/nftables/b2bcall.nft`), mesmo o Asterisk rodando em `network_mode: host`. SSH nunca bloqueado. - CORS: `origin` restrito a uma allowlist configurável (`ALLOWED_ORIGINS`), `credentials: true` só para essas origens. - Helmet (`@fastify/helmet`) ativo: `X-Content-Type-Options`, `X-Frame-Options`, `Strict-Transport-Security`, `Cross-Origin-Opener-Policy`, etc. ## Validação de entrada - Todo DTO usa `class-validator` (`ValidationPipe` global, `whitelist: true, forbidNonWhitelisted: true`) — payload com campo não esperado é rejeitado, não ignorado silenciosamente. - Toda query ao banco via Prisma (parametrizado) — as únicas duas exceções (`$queryRaw` em `lead-repository.ts` e `agent-call-binding.ts`) usam apenas parâmetros tipados interpolados pelo próprio Prisma (`$queryRaw\`...${valor}...\``), nunca concatenação de string. - Comandos de diagnóstico do Asterisk expostos via API usam **allowlist explícita** de comandos (`GET /api/asterisk/diagnostic/allowed-commands`) — nunca shell livre nem `asterisk -rx ""` sem filtro. ## Checklist de aceite de segurança (agente.md seção 92) | Item | Status | |---|---| | Senhas com hash forte (Argon2id) | ✅ | | Nenhuma senha padrão (bootstrap sempre aleatório) | ✅ | | RBAC aplicado no backend (não só escondido na UI) | ✅ | | Agente não eleva a própria permissão | ✅ | | Segredos de tronco/ramal cifrados em repouso | ✅ | | Postgres/Redis não expostos à LAN | ✅ | | AMI/ARI/SIP não expostos à LAN | ✅ (nftables) | | Rate limiting de login | ✅ | | Auditoria de ações sensíveis, sem vazar segredos | ✅ | | Logs estruturados sem credenciais | ✅ | | `.env`/segredos nunca versionados no git | ✅ | | Validação de entrada em todos os DTOs | ✅ | | Sem SQL injection (Prisma parametrizado em toda parte) | ✅ | | Sem shell injection (allowlist de comandos Asterisk) | ✅ | | CSRF | ⚠️ Mitigado via `SameSite=Lax`, sem token dedicado (ver acima) | | HTTPS | ⚠️ Não configurado nesta fase (rede privada) — ver `docs/OPERATIONS.md` | ## Como reportar/tratar um incidente 1. Revogar sessões: `UPDATE sessions SET revoked_at = now() WHERE revoked_at IS NULL;` (ou endpoint de logout em massa, se necessário adicionar). 2. Rotacionar segredos: gerar novos valores com `scripts/generate-secrets.sh`, atualizar `.env`, reiniciar `api`. Rotacionar `SECRETS_MASTER_KEY` exige redescriptografar e recriptografar todos os `Trunk.secretEncrypted`/`Extension.sipPasswordEncrypted` (não automatizado nesta fase — script futuro se necessário). 3. Consultar `AuditLog` filtrando por `userId`/`entityType`/janela de tempo para reconstituir o que aconteceu.