Fecha agente.md secao 90-94. A especificacao lista "Recording" e "Object
Storage" como dois passos separados na ordem de implementacao (secao
232), mas ficaram numa unica fase — sao acoplados o suficiente (Recording
precisa de um lugar pra guardar bytes) pra fazer sentido construir juntos.
## packages/storage — ObjectStorageProvider (secao 92)
Abstracao pequena: putObject/getObjectStream/deleteObject. Dois backends:
LocalObjectStorageProvider (filesystem, com checagem de path traversal
mesmo a key sendo sempre montada no servidor) e S3ObjectStorageProvider
(@aws-sdk/client-s3, preparado pra AWS S3 e MinIO via endpoint/
forcePathStyle customizaveis — nunca exercitado nesta sessao, sem
servidor S3 disponivel neste laboratorio). Escolhido por STORAGE_PROVIDER
env.
buildRecordingObjectKey (secao 93):
tenants/{tenant_id}/recordings/YYYY/MM/DD/{call_id}.wav, sempre montada
no servidor a partir de dados confiaveis.
## Bind mounts, nao volumes nomeados
/recordings e /data/object-storage usam bind mount pra um diretorio real
do host — apps/api roda no host, nao em Docker, e precisa enxergar os
mesmos arquivos que fs-events escreve. LOCAL_STORAGE_ROOT tem valores
diferentes por ambiente (mesmo padrao ja usado pra REDIS_URL).
## Quem grava: apps/predictive-dialer
So' chamadas originadas pelo discador com Campaign.recordingEnabled sao
gravadas nesta fase (unico caminho de originate que o sistema controla
hoje). RECORD_STEREO=true + execute_on_answer='record_session ...'
adicionados ao originate; origination_uuid pre-gerado (em vez de deixar o
provider sortear) porque o path de gravacao precisa dele antes do
comando de originate ser montado — o mesmo uuid vira Call.id no CDR.
## Quem sobe: apps/freeswitch-events/src/recording.ts
Em CALL_ENDED, encadeado depois do persistCallEvent terminar (nao em
paralelo) — uploadRecordingIfPresent le Call.talkTime/durationSeconds,
que e' exatamente o que persistCallEvent acabou de calcular no mesmo
evento (mesma classe de corrida ja corrigida uma vez na fase CDR, aqui
evitada por ordenacao). Sobe pro storage, cria Recording (retentionUntil
a partir de Plan.recordingRetentionDays), apaga o spool local.
## API + retencao
GET /recordings, GET /recordings/:id, GET /recordings/:id/audio (stream
autenticado, nunca URL direta pro storage). runRetentionSweep (secao 94)
no boot do apps/api + a cada hora — apaga o objeto, marca status=DELETED
(linha nunca apagada, fica como auditoria).
## Bug real achado testando esta fase
Recording.sizeBytes (BigInt) quebrava GET /recordings com 500 — Fastify
nao serializa BigInt nativamente (mesma classe de bug ja corrigida uma
vez no logger, fase Event Socket). Corrigido convertendo pra number na
resposta.
Verificado ponta a ponta: gravacao real criada (RIFF WAVE, PCM 16-bit,
ESTEREO 8000Hz — RECORD_STEREO confirmado), upload com path exato da
secao 93, download via API com md5 identico ao objeto original, varredura
de retencao apagando objeto + status DELETED + list/download bloqueados
depois. typecheck do workspace inteiro limpo.
Co-Authored-By: Claude Sonnet 5 <noreply@anthropic.com>
Claude-Session: https://claude.ai/code/session_01X1HxY46WGU4G1zmVDNKcWw
6.9 KiB
Gravação e Object Storage
Agente.md secao 90-94. Fecha a gravação de chamadas do Call Center e a abstração de storage por trás dela — a especificação lista "Recording" e "Object Storage" como dois passos separados na ordem de implementação (secao 232), mas eles são acoplados o suficiente (Recording precisa de um lugar pra guardar bytes) que ficaram nesta única fase.
packages/storage — ObjectStorageProvider (secao 92)
Abstração pequena: putObject(key, sourceFilePath), getObjectStream(key),
deleteObject(key). Dois backends:
LocalObjectStorageProvider: copia pro filesystem local, com uma checagem de path traversal (assertKeyInsideRoot) como última linha de defesa — mesmo akeysendo sempre construída no servidor, nunca vinda do client.S3ObjectStorageProvider:@aws-sdk/client-s3, preparado pra AWS S3 e MinIO (forcePathStyle,endpointcustomizável). Nunca exercitado nesta sessão — não existe servidor S3/MinIO disponível neste laboratório.
getObjectStorageProvider() escolhe o backend por STORAGE_PROVIDER
(local/s3) — cada processo (fs-events, apps/api) monta o seu a partir
das mesmas variáveis de ambiente, nunca hardcoda qual backend usar.
Path (secao 93)
buildRecordingObjectKey(tenantId, callId, recordedAt) →
tenants/{tenant_id}/recordings/YYYY/MM/DD/{call_id}.wav. Sempre montada
no servidor a partir de dados já confiáveis — um tenant nunca consegue
montar uma key que aponte pra dentro da pasta de outro.
Volumes: bind mount, não volume nomeado do Docker
Diferente dos outros compartilhamentos com o FreeSWITCH (gateways, filas),
/recordings e /data/object-storage usam bind mount pra um
diretório real do host (./data/recordings-spool,
./data/object-storage-local) — porque apps/api roda no host, não em
Docker (mesma limitação de sempre, ver docs/NETWORK_ARCHITECTURE.md), e
precisa ler os mesmos arquivos que fs-events escreve. LOCAL_STORAGE_ROOT
tem valores diferentes por ambiente (.env: path do host; docker-compose.yml
do fs-events: path Docker-interno pro mesmo diretório) — mesmo padrão já
usado pra REDIS_URL.
Quem grava: apps/predictive-dialer/src/originate.ts
Só chamadas originadas pelo PredictiveDialerEngine com
Campaign.recordingEnabled=true são gravadas nesta fase — é o único
caminho de originate que o sistema controla hoje (chamadas manuais/
internas não passam por aqui ainda). Quando habilitado, o originate ganha
duas channel variables extras:
RECORD_STEREO=true(secao 91): canal A = cliente, canal B = agente, quando tecnicamente adequado.execute_on_answer='record_session /recordings/{uuid}.wav': roda assim que a chamada atende, antes da aplicação principal (&callcenter) começar.
O origination_uuid é pré-gerado em originate.ts (em vez de deixar o
provider sortear um) porque o path de gravação precisa dele ANTES do
comando de originate ser montado — esse mesmo uuid vira Call.id no CDR
(fase CDR: Call.id = o próprio freeswitch_uuid), então o arquivo
gravado e o registro do Call sempre têm o mesmo nome.
Quem sobe: apps/freeswitch-events/src/recording.ts
Disparado a partir de CALL_ENDED, sempre depois de persistCallEvent
terminar (encadeado via .then(), não em paralelo) — uploadRecordingIfPresent
lê Call.talkTime/durationSeconds, que é exatamente o que
persistCallEvent acabou de calcular nesse mesmo evento (mesma classe de
corrida já corrigida uma vez na fase CDR, evitada aqui por ordenação em
vez de retry).
Checa se /recordings/{callId}.wav existe (com até 5 tentativas de
300ms — record_session pode levar um instante pra terminar o flush
depois do hangup); se não existir, não faz nada (chamada não gravada,
comportamento normal). Se existir: sobe pro object storage, calcula
retentionUntil a partir de Plan.recordingRetentionDays (secao 94, null
= sem limite), cria a linha Recording, apaga o arquivo do spool local.
API (apps/api/src/recordings)
GET /recordings (filtros: campanha, agente, data), GET /recordings/:id,
GET /recordings/:id/audio — o áudio nunca é exposto via URL direta pro
storage (nem presigned): sempre passa pelo controller autenticado, que
faz storage.getObjectStream() e manda o stream direto na resposta
(reply.send(stream) do Fastify aceita um Readable). Permissions
recordings.view/recordings.download, já existiam desde a fase RBAC.
Retenção (secao 94)
Plan.recordingRetentionDays/transcriptionRetentionDays (o segundo
ainda sem uso — fase AI/Transcrição). runRetentionSweep
(apps/api/src/recordings/retention-sweep.ts) roda no boot do apps/api
e depois a cada hora (setInterval — apps/api já é um processo de
longa duração, não precisou de um serviço dedicado só pra isso): varre
Recording com status=AVAILABLE e retentionUntil vencido (fan-out por
tenant, mesmo padrão de trunk-status.ts), apaga o objeto no storage,
marca status=DELETED — a linha em si nunca é apagada, fica como registro
de auditoria.
Correção real achada testando esta fase
Recording.sizeBytes é BigInt no Prisma (arquivos podem, em teoria,
passar de 2^31 bytes) — o serializador JSON padrão do Fastify não sabe
lidar com BigInt e quebrava GET /recordings com 500 (TypeError: Do not know how to serialize a BigInt). Mesma classe de bug já corrigida uma
vez no logger (packages/shared/src/logger.ts, fase Event Socket).
Corrigido convertendo sizeBytes pra number na resposta (tamanho de
gravação nunca chega perto de Number.MAX_SAFE_INTEGER).
Verificado ponta a ponta
Campanha com recordingEnabled:true, 5 leads, 2 ANSWERED simulados:
record_session cria /recordings/{uuid}.wav no container do FreeSWITCH
(confirmado: RIFF WAVE, PCM 16-bit, ESTÉREO, 8000Hz — RECORD_STEREO
funcionando)
CALL_ENDED -> upload pro object storage local, path exatamente
tenants/{tenant}/recordings/2026/08/28/{uuid}.wav
arquivo do spool apagado depois do upload confirmado
Recording criado com sizeBytes/checksum reais, durationSeconds batendo
com o talk_time do Call
GET /recordings -> lista os 2, sizeBytes serializado como number (sem
crash de BigInt)
GET /recordings/:id/audio -> download autenticado, md5 idêntico ao
arquivo original no object storage
Teste de retenção: marquei retentionUntil como já vencido, rodei
runRetentionSweep() -> objeto apagado do storage, status vira DELETED,
GET /recordings (lista) não mostra mais, GET /recordings/:id ainda
mostra (auditoria), GET /recordings/:id/audio -> 404
typecheck do workspace inteiro limpo.
O que falta
- Chamadas manuais/internas (não originadas pelo discador) não são gravadas — sem um caminho de originate próprio pra elas ainda.
S3ObjectStorageProvidernunca testado contra um MinIO/S3 real.max_recording_storage_gb(Plan) existe mas não é aplicado — nada verifica quota de espaço usado antes de gravar.- Transcrição (secao 95+, IA) — próxima fase.