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B2BCall-dialer/docs/EXTENSIONS.md
Matheus af46739af2 fix(telefonia): pickup de grupo funcionando de verdade + RCE no dialplan + domínio real no REGISTER
Pedido explícito do usuário: "testa criando um ramal com callgroup e captura
chamada de outro ramal". O teste com softphones reais (não só leitura de
código) achou 3 problemas que a fase anterior tinha dado como resolvidos:

1. A variable de call group estava com o nome errado (`call-group`, convenção
   do Asterisk) e a suposição de que o FreeSWITCH fazia pickup automático só
   com ela era falsa. Corrigido pro nome certo (`callgroup`) e pro mecanismo
   real (fork de leg `pickup/<grupo>` no bridge + extension `*8` chamando a
   application `pickup`, lendo o grupo via `${user_data(...)}`).

2. Implementando o mecanismo acima, achada uma vulnerabilidade real de RCE: o
   allowlist de `application` no dialplan nunca bloqueava `${system(...)}`
   embutido dentro do `data` de qualquer application já permitida —
   `mod_commands` está carregado, então isso era execução de comando
   arbitrário no host do FreeSWITCH pra qualquer Tenant Admin. Corrigido com
   um segundo allowlist (`ALLOWED_INLINE_API_FUNCTIONS` +
   `IsSafeDialplanData`) que só libera funções de leitura seguras
   (`user_data`, `escape`, `url_encode`, `url_decode`, `regex`, `strftime`).

3. Registrar um softphone de verdade contra o domínio do tenant (não só curl
   no mod_xml_curl) revelava 403 Forbidden: o sofia profile `internal` tinha
   `force-register-domain`/`force-subscription-domain`/
   `force-register-db-domain` fixados no domínio antigo, ignorando o domínio
   de cada tenant. Corrigido no Dockerfile do FreeSWITCH (imagem
   reconstruída, não só patch ao vivo).

Testado ponta a ponta com 3 softphones reais (linphone-cli) em containers na
mesma rede Docker: ramal do mesmo grupo captura de verdade uma ligação
tocando em outro ramal via *8 (canais confirmados bridged via `show
channels`); ramal de grupo diferente tenta e falha. RCE confirmado bloqueado
via curl (`${system(id)}` → 400) sem quebrar `${user_data(...)}` legítimo.

TODO.md (PHASE 53) e docs/EXTENSIONS.md atualizados corrigindo as afirmações
incompletas da fase anterior ("nenhuma mudança de infra necessária").

Co-Authored-By: Claude Sonnet 5 <noreply@anthropic.com>
Claude-Session: https://claude.ai/code/session_01BFaBaBSQGhyXGEgtTYZGV8
2026-08-30 15:24:58 -03:00

11 KiB

Extensions (Ramais)

Primeira fase que dá dado real de negócio ao FreeSWITCH via mod_xml_curl (agente.md secao 39-40, 178).

Modelo

extensions (tenant-scoped, RLS — mesmo padrão de tenant_memberships): number, name, domain, sip_password_enc, caller_id_name/number, context, sofia_profile, codecs, max_registrations, enabled. UNIQUE(tenant_id, number) — números só precisam ser únicos dentro do tenant (secao 34).

Senha SIP (secao 178)

  • Gerada com generateStrongPassword() (24 caracteres alfanuméricos, crypto.randomBytes).
  • Cifrada em repouso com AES-256-GCM (packages/shared/src/crypto.ts), chave em ENCRYPTION_KEY (.env, 32 bytes hex) — nunca no PostgreSQL.
  • Só aparece em texto puro na resposta do POST /extensions, uma única vez. GET/list nunca devolvem sipPasswordEnc nem a senha — a função toPublicExtension() faz destructuring explícito do campo (não spread) pra garantir isso é removido de fato, não só "esquecido" no tipo TypeScript.

API (apps/api/src/extensions)

POST   /extensions       extensions.manage   cria (gera+cifra senha, devolve 1x)
GET    /extensions       extensions.view     lista (sem senha)
GET    /extensions/:id   extensions.view     detalhe (sem senha)
DELETE /extensions/:id   extensions.manage   soft delete (deletedAt + enabled=false)

Novo PermissionGuard genérico (@RequirePermission('extensions.manage')) — roda depois do JwtAuthGuard, exige tenant selecionado no JWT (nunca aceita tenant_id do client) e chama userHasPermission() de packages/auth.

Achado real durante os testes: o PermissionGuard injeta Reflector via construtor — padrão documentado do NestJS. Rodando via tsx (esbuild), o reflector chegava undefined em runtime (TypeError: Cannot read properties of undefined), porque esbuild não faz emissão de design:paramtypes com checagem de tipos completa entre arquivos (limitação conhecida do esbuild, diferente do tsc). Resolvido com @Inject(Reflector) explícito no construtor. Isso é um risco real pra qualquer guard/serviço futuro que dependa de injeção implícita de tipo — usar @Inject() explícito sempre que o dev/runtime for via tsx, ou considerar migrar apps/api pra build real (tsc) mais adiante.

Atualização (fase Dialplan): esse "considerar migrar" virou obrigatório — o mesmo problema de metadata do esbuild também desativava silenciosamente o ValidationPipe inteiro (sem crash, sem log, só aceitando qualquer entrada). apps/api agora sempre builda com tsc antes de rodar. Ver docs/VALIDATION_PIPE_BUG.md.

b2bcall-fs-config agora responde directory de verdade

Fluxo section === "directory":

  1. Tenant.findFirst({ telephonyDomain: domain, status: "ACTIVE" }) — tenants não são RLS-protected (é o registro da plataforma).
  2. withTenantContext(tenant.id) → Extension.findFirst({ number: user, enabled: true }).
  3. buildDirectoryUserXml() (packages/telephony) monta o XML, incluindo b2bcall_tenant_id/b2bcall_extension_id como channel variables (secao 81 — assim qualquer chamada desse ramal já carrega a origem).

Achado real: a primeira versão do XML não incluía o bloco <domain><params><param name="dial-string".../></params></domain> que a config vanilla tem em directory/default.xml. Sem isso, originate user/1500 &park() falhava com MANDATORY_IE_MISSING em vez do USER_NOT_REGISTERED esperado — o FreeSWITCH não sabia montar o dialstring pro endpoint user/. Corrigido copiando o mesmo template de dial-string da config vanilla.

$${domain} fixo (só o valor default do container, não uma restrição)

Tenant.telephonyDomain precisa bater com o que o FreeSWITCH manda como domain no POST do xml_curl. Por padrão, a config vanilla usa domain=$${local_ip_v4} — o IP do container, que muda a cada restart e nunca seria estável o suficiente pra configurar em um tenant. Corrigido no Dockerfile do FreeSWITCH com um sed fixando $${domain} pra b2bcall.local (configurável via ARG DEFAULT_SIP_DOMAIN) — isso é só o valor usado como REFERÊNCIA/fallback em vars.xml, não uma restrição de quais domínios o profile aceita.

Multi-domínio real por tenant — resolvido na PHASE 50 (achado real reportado pelo usuário testando): o profile internal (vanilla, não sobrescrito) já vem com <domain name="all" alias="true" parse="false"/> — aceita REGISTER de qualquer domínio dinamicamente, sempre dependeu só do section=directory do mod_xml_curl resolver o domínio certo (que já funciona por request, olhando o domain que o UA manda). O bug de verdade era só a camada de aplicação: TenantsController.create() gravava o mesmo telephonyDomain fixo ("b2bcall.local") pra todo tenant novo. Corrigido: telephonyDomain agora é obrigatório e único na criação do tenant (constraint no banco), sugerido como {code}.b2bcall.net na tela mas editável.

Correção (PHASE 53): o parágrafo acima concluía "nenhuma mudança de infra foi necessária", baseado só em testar o mod_xml_curl via curl direto (que de fato já funcionava por domínio). Isso era incompleto — só um teste de REGISTER de verdade, com um softphone real, achou que o profile internal TAMBÉM tinha force-register-domain/ force-subscription-domain/force-register-db-domain fixados em $${domain}, ignorando completamente o domínio do REGISTER e sempre resolvendo contra "b2bcall.local" (403 Forbidden pra qualquer domínio real de tenant). O <domain name="all" alias="true".../> citado acima só afeta resolução de contexto de dialplan — não essa checagem de REGISTER, que é um código completamente separado dentro do sofia profile. Corrigido no Dockerfile removendo os 3 params (mesmo sed do $${domain} acima) — procedimento padrão documentado do próprio FreeSWITCH pra multi-domínio. Ver PHASE 53 no TODO.md pro teste completo.

Verificado ponta a ponta

POST /extensions {"number":"1500","name":"Ramal de Teste"}   # 201, senha aparece 1x
GET  /extensions/:id                                          # confirma senha nunca reaparece

# fs-config resolve com a senha certa (decifrada corretamente):
curl -d "section=directory&user=1500&domain=b2bcall.local" http://fs-config:8080/

# FreeSWITCH:
originate user/1500 &park()   # USER_NOT_REGISTERED (achou o ramal, sem telefone registrado)
originate user/1501 &park()   # SUBSCRIBER_ABSENT (nao existe)

DELETE /extensions/:id
originate user/1500 &park()   # volta a SUBSCRIBER_ABSENT

Autenticação HTTP fs-config ↔ FreeSWITCH

Adicionada nesta mesma fase (assim que o serviço passou a devolver dados reais, deixou de ser opcional): HTTP Basic, credenciais em FS_CONFIG_USER/ FS_CONFIG_PASSWORD (.env, geradas com openssl rand). FreeSWITCH manda via gateway-credentials em xml_curl.conf.xml (substituído em runtime pelo entrypoint.sh, mesmo padrão do ESL_PASSWORD — nunca fica na imagem). fs-config compara com timingSafeEqual (evita timing attack), libera só /health sem auth (usado pelo healthcheck do Docker). Verificado: requisição sem credenciais recebe 401; o FreeSWITCH (com gateway-credentials configurado) continua funcionando normalmente.

Senha SIP: "ver de novo" além do "show once" (PHASE 51)

Achado real reportado pelo usuário: "show once" puro não funciona no dia a dia — reconfigurar um telefone físico ou softphone precisa da senha de novo, e forçar reset toda vez (POST /:id/reset-password) derruba o registro de qualquer aparelho já configurado com a senha antiga. sipPasswordEnc sempre foi criptografia reversível (AES-256-GCM), nunca hash — só não estava exposto. POST /extensions/:id/reveal-password (novo) decifra e devolve a senha ATUAL sem trocar nada, auditado (EXTENSION_PASSWORD_REVEALED) por ser uma ação sensível mesmo sem escrita nenhuma.

Grupo de captura (call group, PHASE 51/53)

Achado real: sem isso, qualquer ramal conseguia capturar a chamada de qualquer outro (o PBX não tinha noção de "grupo"). Extension.callGroup (nullable) vira a variable callgroup no directory XML.

Correção (PHASE 53): o parágrafo original dizia que a variable era call-group (com hífen, convenção do Asterisk) e que o FreeSWITCH "já resolve *8 sozinho comparando essa variable entre canais" — ambas as afirmações estavam erradas, e nunca tinham sido testadas com uma chamada de verdade. O mecanismo real, confirmado contra a documentação oficial do FreeSWITCH e testado ponta a ponta com softphones reais (PHASE 53):

  1. A variable correta é callgroup, sem hífen — não tem nenhum efeito automático sozinha. É lida no dialplan via ${user_data(<ramal>@<domínio> var callgroup)} (API mod_commands, já carregada).
  2. O bridge que atende a ligação pro ramal chamado precisa forkar um leg extra pickup/<grupo> junto do user/... normal — isso é o que registra a ligação tocando num hash em memória sob a chave do grupo: bridge data="user/${destination_number}@${domain_name},pickup/${called_party_callgroup}".
  3. Uma extension de feature code separada (*8) precisa chamar a application pickup (adicionada ao ALLOWED_DIALPLAN_APPLICATIONS) com o grupo do PRÓPRIO CALLADOR como data.

Essas duas regras de dialplan (bridge com o pickup fork + *8) foram configuradas de verdade no tenant Acme via Telefonia > Dialplan — não é mais só "o dado existe, falta configurar a regra". Testado com 3 softphones reais: ramal do mesmo grupo captura a ligação tocando (*8 funciona e o canal migra de verdade); ramal de outro grupo tenta *8 na mesma ligação e falha (nenhuma captura). Ver PHASE 53 no TODO.md.

Achado de segurança relacionado: RCE via função inline no dialplan (PHASE 53)

Implementando o mecanismo acima, foi descoberto que o allowlist de application (set/export/playback/...) nunca bloqueava ${nome(args)} — uma chamada de API do FreeSWITCH — embutida dentro do data de uma application já permitida. Como mod_commands está carregado, isso permitia ${system(...)}/${bg_system(...)} e RCE completo no host do FreeSWITCH pra qualquer Tenant Admin com permissão freeswitch.configure. Corrigido com um segundo allowlist, ALLOWED_INLINE_API_FUNCTIONS (packages/telephony), validado no DTO via IsSafeDialplanData (apps/api/src/dialplan/dto/) — bloqueia qualquer ${nome(...)} fora de um punhado de funções de leitura (user_data, escape, url_encode, url_decode, regex, strftime). ${variavel} sem parênteses nunca é afetado.

O que falta

  • Quota de ramais — implementada na fase Plans/Entitlements (ver docs/ENTITLEMENTS.md), assertQuota chamado antes de criar.
  • Tela "Telefonia → Ramais" (frontend) — já existe (ver PHASE 30).
  • Multi-domínio real por tenant — resolvido na PHASE 50/53 (ver acima).
  • Extensão de dialplan padrão pro *8 de group pickup — configurada de verdade no tenant Acme na PHASE 53 (ver acima); ainda não é seedada automaticamente pra tenant novo, decisão de produto em aberto.