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b2bcall/docs/ARCHITECTURE.md
B2BCall Bootstrap 6273b32214 feat: add frontend, nginx reverse proxy and monitoring/reports extras
- apps/frontend: Next.js 15 (App Router) + Tailwind v4 + componentes estilo
  shadcn/ui sobre Radix UI + TanStack Query. Tema light/dark, logo
  processada. Menu completo (secao 52) com gating por permissao real.
  Todas as telas do checklist de aceite (secao 90) conectadas a endpoints
  reais (nao mockup): login, usuarios, perfis/permissoes, ramais/troncos,
  dialplan, filas/agentes, console do agente, campanhas (CPS/CSV/
  iniciar/pausar), monitoramento ao vivo (polling, nao WebSocket real),
  TME/TMA, busca/export de chamadas, administracao do Asterisk, auditoria
- infrastructure/nginx: reverse proxy colocando frontend+API na mesma
  origem (porta 80), antecipado da Fase 9 pois a API nao publica porta
  propria
- apps/api: GET /api/monitoring/agents (estado corrente real via
  agent_state_events em aberto) e filtro queueId em GET /api/reports/calls

Pendencia registrada: tela de Callbacks nao implementada (schema existe
desde a Fase 6, mas nunca houve controller/service — construir a tela sem
API real seria mockup). Verificacao visual em navegador nao foi possivel
neste ambiente headless; validado via tsc/eslint/next build limpos + curl
reproduzindo as chamadas do navegador (middleware de auth, 24 paginas
protegidas via Nginx, endpoints de dados com cookie de sessao).
2026-08-27 17:35:34 -03:00

197 lines
9.9 KiB
Markdown

# B2BCall — Arquitetura
## 1. Contexto do servidor (levantado em 2026-08-27)
| Item | Valor |
|---|---|
| SO | Debian 13 (trixie) |
| Kernel | 6.12.94+deb13-amd64 |
| CPU | 2 vCPU |
| RAM | 1.9 GiB (+ 1.6 GiB swap) |
| Disco | 29 GiB (26 GiB livres) |
| IP | 10.10.32.142/24 (privado, sem IP público) |
| Hostname | Lab-FSCore-API |
**Alerta de capacidade:** 1.9 GiB de RAM é pouco para rodar simultaneamente Postgres +
Redis + Asterisk + API (NestJS) + worker + asterisk-events + scheduler + frontend
(Next.js) + Nginx. Decisões desta arquitetura foram tomadas para caber neste ambiente
de laboratório:
- Build do frontend fora do container em produção real (ou build multi-stage com
`node --max-old-space-size` limitado) — builds Next.js podem estourar RAM em VMs de
2 GiB.
- `docker-compose.yml` define `mem_limit`/`deploy.resources.limits` conservadores por
serviço.
- Antes de operação real de discagem em produção, **recomenda-se aumentar a VM para
pelo menos 4 vCPU / 8 GiB RAM**. Este ambiente serve para desenvolvimento e testes
funcionais (inclusive `DIALER_SIMULATION=true`), não para carga real de discador
preditivo com volume.
## 2. Estrutura do monorepo
```text
/opt/b2bcall
├── apps
│ ├── frontend # Next.js (App Router) + Tailwind + shadcn/ui
│ ├── api # NestJS (Fastify adapter) - REST + WebSocket gateway
│ ├── dialer-worker # PredictiveDialerEngine, CPS limiter, retry engine
│ ├── asterisk-events # Conector AMI dedicado -> normaliza eventos -> Postgres/Redis/WS
│ └── scheduler # Callbacks, horários de campanha, reconciliação, cron jobs
├── packages
│ ├── database # Prisma/Drizzle schema + migrations + client
│ ├── shared # utils comuns (logger, result types, error classes)
│ ├── types # tipos TS compartilhados (DTOs, enums de estado)
│ ├── ui # componentes de UI compartilhados (design system)
│ └── telephony # TelephonyProvider (interface) + AsteriskTelephonyProvider (AMI/ARI)
├── infrastructure
│ ├── asterisk # pjsip.conf, extensions, odbc, realtime, queues
│ ├── nginx # reverse proxy, websocket upgrade, TLS
│ ├── postgres # init scripts, schemas (application / asterisk)
│ └── docker # Dockerfiles por serviço
├── scripts # install.sh, update.sh, backup.sh, restore.sh, healthcheck.sh
├── docs
├── docker-compose.yml
├── .env.example
├── .gitignore
└── README.md
```
## 3. Decisões técnicas
### 3.1 Rede Docker / Asterisk
- Asterisk roda em `network_mode: host` — RTP usa uma faixa grande de portas UDP
(10000-20000 por padrão); mapear porta a porta em bridge network é inviável em
produção. **Impacto documentado:** o container do Asterisk enxerga a rede do host
diretamente (perde isolamento de rede do Docker); todas as portas do Asterisk
(SIP 5060/5061, RTP, AMI 5038, ARI 8088) ficam sujeitas apenas ao firewall do host
(nftables), não ao Docker networking. Por isso as regras de nftables (seção 8) são
a única linha de defesa e devem ser tratadas como obrigatórias, não opcionais.
- Todos os demais serviços (api, frontend, worker, asterisk-events, scheduler,
postgres, redis, nginx) ficam em uma rede Docker privada (`b2bcall-net`, bridge),
sem publicação de portas para o host exceto Nginx (80/443).
- Postgres e Redis não publicam portas no host; acessíveis somente dentro de
`b2bcall-net`.
### 3.2 Topologia SIP
```text
INTERNET → [OpenSIPS] → rede SIP privada → [Asterisk] → [B2BCall]
Asterisk → rede privada → Troncos SIP (operadoras)
```
O Asterisk nunca terá IP público. OpenSIPS e troncos são acessados via IP privado.
AMI/ARI nunca expostos além do host local (bind em 127.0.0.1 ou rede interna Docker
quando possível).
### 3.2.1 Asterisk (host network) ↔ Postgres/Redis (rede Docker interna)
Como o Asterisk usa `network_mode: host`, ele não enxerga a rede Docker
interna (`b2bcall-net`) por nome — DNS de containers só funciona para quem
está anexado à mesma rede definida pelo usuário. Solução adotada: o Postgres
publica a porta 5432 **somente em `127.0.0.1` do host**
(`127.0.0.1:5432:5432`, nunca `0.0.0.0`), e o Asterisk se conecta via
`ASTERISK_DB_HOST=127.0.0.1` (variável própria, distinta de
`POSTGRES_HOST=postgres` usada pelos demais serviços na rede interna). Isso
mantém o Postgres inacessível pela LAN/Internet, alcançável apenas por
processos no próprio host — incluindo um container em host network. Redis
não precisa disso: só a aplicação (bridge network) fala com Redis, nunca o
Asterisk diretamente.
### 3.3 Asterisk Realtime
- PJSIP objects (`ps_endpoints`, `ps_auths`, `ps_aors`, `ps_contacts`,
`ps_endpoint_id_ips`, `ps_registrations`) via `res_odbc` + `res_config_odbc`,
schema dedicado `asterisk` no mesmo Postgres.
- Domínio de aplicação (campanhas, leads, agentes, filas, etc.) vive no schema
`public`/`application`. Nunca misturar as duas responsabilidades na mesma tabela.
### 3.4 Camada de telefonia
- `packages/telephony`: interface `TelephonyProvider` (Originate, Hangup,
QueuePause, QueueAdd/Remove, ExtensionState, DeviceState, QueueStatus,
PJSIPShowEndpoints/Contacts, reload) + implementação `AsteriskTelephonyProvider`
(AMI para controle/eventos administrativos, ARI apenas quando controle fino de
canais/bridges for necessário). Nenhum comando AMI é chamado diretamente de
controllers da API.
### 3.5 Eventos em tempo real
- `apps/asterisk-events` mantém conexão persistente ao AMI, normaliza eventos,
persiste os relevantes e publica no `apps/api` (WebSocket gateway) via Redis
pub/sub. Frontend nunca faz polling do Asterisk.
### 3.6 Motor do discador preditivo
- `apps/dialer-worker`: `PredictiveDialerEngine` — decide continuamente quantas
chamadas originar, usando EWMA de answer rate, TMA, abandono, CPS disponível
(token bucket coordenado via Redis) e capacidade de agentes. Detalhado em
`docs/PREDICTIVE_DIALER.md` (a ser criado na fase correspondente).
- Reserva de leads via `SELECT ... FOR UPDATE SKIP LOCKED` no Postgres —
transição `READY → RESERVED → DIALING` atômica, com timeout de reservation.
- Lock distribuído por campanha via Redis (`dialer:campaign:{id}:lock`, TTL +
renewal + ownership token) para impedir dois workers controlando a mesma
campanha.
### 3.6.1 ORM / migrations (decisão técnica)
Escolhido **Prisma** (`packages/database`) em vez de Drizzle/TypeORM: migrations
versionadas e testáveis nativamente (`prisma migrate`), schema declarativo
único como fonte de verdade, e client tipado que reduz erro humano no domínio
RBAC/auditoria (muitas tabelas de relacionamento). Trade-off aceito: o engine
binário do Prisma adiciona overhead de build/memória, mitigado por rodar
`prisma generate` uma vez por build de imagem (não em runtime) e por ser um
ambiente com swap disponível. Consultas de alta performance do motor do
discador (ex.: `SELECT ... FOR UPDATE SKIP LOCKED`) usam `$queryRaw` do
Prisma em vez de tentar modelar lock otimista via ORM.
### 3.7 Banco de dados
- PostgreSQL 17.
- Migrations obrigatórias (nenhuma alteração manual de schema).
- Particionamento temporal de `calls`, `call_events`, `queue_events`, `audit_logs`
avaliado quando o volume justificar — não implementado prematuramente, mas
índices e chaves são desenhados para permitir particionamento futuro sem
migração destrutiva.
### 3.7.1 Frontend e reverse proxy (Fase 8)
- `apps/frontend`: Next.js 15 (App Router), React 19, Tailwind CSS v4,
componentes estilo shadcn/ui escritos à mão sobre Radix UI (sem depender
do CLI interativo do shadcn), TanStack Query para data-fetching/cache. SPA
client-rendered atrás de RBAC (permissões vêm de `/api/auth/me`, cada tela
usa `RequirePermission` além de já esconder itens de menu sem a permissão
— defesa em profundidade, a autorização real é sempre do backend).
- Build com `output: "standalone"` (Next.js) — a imagem de runtime
(`infrastructure/docker/frontend.Dockerfile`) não precisa de
pnpm/instalação nenhuma, só copia a árvore podada gerada pelo build.
Atenção: em monorepo pnpm os `node_modules` do standalone contêm symlinks
relativos para o pnpm store (`../../../node_modules/.pnpm/...`) — a
imagem copia a árvore `apps/frontend` inteira sem achatar diretórios,
senão os symlinks apontam para fora do container.
- **Nginx** (`infrastructure/nginx/nginx.conf`, imagem oficial `nginx:alpine`)
é o único serviço publicado para a LAN (porta 80, agente.md seção 87) —
faz proxy de `/api/*` para o container `api` e do restante para o
`frontend`, ambos na rede Docker interna sem portas publicadas
individualmente. Isso coloca frontend e API na mesma origem do ponto de
vista do navegador, eliminando CORS e problemas de cookie cross-origin
(o cliente da API em `apps/frontend/src/lib/api-client.ts` usa por padrão
a base relativa `/api`). HTTPS/TLS ainda não configurado — ver seção 87
do `agente.md` e pendências na Fase 9 do `TODO.md`.
- `next.config.ts` tem `eslint: { ignoreDuringBuilds: true }` — o lint roda
como etapa separada da pipeline de qualidade (`pnpm --filter
@b2bcall/frontend lint`), não durante o build de produção.
### 3.8 Segurança desde a arquitetura
- Segredos apenas em `.env` (nunca commitado). Credenciais de trunk SIP
criptografadas em repouso (AES-256-GCM, master key fora do banco).
- RBAC completo (users/roles/permissions/user_roles/role_permissions),
reforçado no backend independentemente do frontend.
- nftables com política default-deny para serviços administrativos/telefônicos;
SSH nunca bloqueado durante instalação.
## 4. Status
Ver `TODO.md` para o checklist vivo de implementação.