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b2bcall/docs/ARCHITECTURE.md
B2BCall Bootstrap 8d522e93a3 feat: bootstrap b2bcall architecture
- docs/ARCHITECTURE.md: decisoes de arquitetura (monorepo, rede Asterisk host
  mode, realtime PJSIP, camada de telefonia, seguranca desde o design)
- TODO.md: checklist vivo de implementacao por fases
- estrutura inicial do monorepo (apps/, packages/, infrastructure/, scripts/)
- docker-compose.yml: postgres 17 + redis 7 com healthchecks, sem portas
  publicadas no host, schema 'asterisk' dedicado no Postgres
- .env.example + scripts/generate-secrets.sh
2026-08-27 10:17:07 -03:00

143 lines
6.6 KiB
Markdown

# B2BCall — Arquitetura
## 1. Contexto do servidor (levantado em 2026-08-27)
| Item | Valor |
|---|---|
| SO | Debian 13 (trixie) |
| Kernel | 6.12.94+deb13-amd64 |
| CPU | 2 vCPU |
| RAM | 1.9 GiB (+ 1.6 GiB swap) |
| Disco | 29 GiB (26 GiB livres) |
| IP | 10.10.32.142/24 (privado, sem IP público) |
| Hostname | Lab-FSCore-API |
**Alerta de capacidade:** 1.9 GiB de RAM é pouco para rodar simultaneamente Postgres +
Redis + Asterisk + API (NestJS) + worker + asterisk-events + scheduler + frontend
(Next.js) + Nginx. Decisões desta arquitetura foram tomadas para caber neste ambiente
de laboratório:
- Build do frontend fora do container em produção real (ou build multi-stage com
`node --max-old-space-size` limitado) — builds Next.js podem estourar RAM em VMs de
2 GiB.
- `docker-compose.yml` define `mem_limit`/`deploy.resources.limits` conservadores por
serviço.
- Antes de operação real de discagem em produção, **recomenda-se aumentar a VM para
pelo menos 4 vCPU / 8 GiB RAM**. Este ambiente serve para desenvolvimento e testes
funcionais (inclusive `DIALER_SIMULATION=true`), não para carga real de discador
preditivo com volume.
## 2. Estrutura do monorepo
```text
/opt/b2bcall
├── apps
│ ├── frontend # Next.js (App Router) + Tailwind + shadcn/ui
│ ├── api # NestJS (Fastify adapter) - REST + WebSocket gateway
│ ├── dialer-worker # PredictiveDialerEngine, CPS limiter, retry engine
│ ├── asterisk-events # Conector AMI dedicado -> normaliza eventos -> Postgres/Redis/WS
│ └── scheduler # Callbacks, horários de campanha, reconciliação, cron jobs
├── packages
│ ├── database # Prisma/Drizzle schema + migrations + client
│ ├── shared # utils comuns (logger, result types, error classes)
│ ├── types # tipos TS compartilhados (DTOs, enums de estado)
│ ├── ui # componentes de UI compartilhados (design system)
│ └── telephony # TelephonyProvider (interface) + AsteriskTelephonyProvider (AMI/ARI)
├── infrastructure
│ ├── asterisk # pjsip.conf, extensions, odbc, realtime, queues
│ ├── nginx # reverse proxy, websocket upgrade, TLS
│ ├── postgres # init scripts, schemas (application / asterisk)
│ └── docker # Dockerfiles por serviço
├── scripts # install.sh, update.sh, backup.sh, restore.sh, healthcheck.sh
├── docs
├── docker-compose.yml
├── .env.example
├── .gitignore
└── README.md
```
## 3. Decisões técnicas
### 3.1 Rede Docker / Asterisk
- Asterisk roda em `network_mode: host` — RTP usa uma faixa grande de portas UDP
(10000-20000 por padrão); mapear porta a porta em bridge network é inviável em
produção. **Impacto documentado:** o container do Asterisk enxerga a rede do host
diretamente (perde isolamento de rede do Docker); todas as portas do Asterisk
(SIP 5060/5061, RTP, AMI 5038, ARI 8088) ficam sujeitas apenas ao firewall do host
(nftables), não ao Docker networking. Por isso as regras de nftables (seção 8) são
a única linha de defesa e devem ser tratadas como obrigatórias, não opcionais.
- Todos os demais serviços (api, frontend, worker, asterisk-events, scheduler,
postgres, redis, nginx) ficam em uma rede Docker privada (`b2bcall-net`, bridge),
sem publicação de portas para o host exceto Nginx (80/443).
- Postgres e Redis não publicam portas no host; acessíveis somente dentro de
`b2bcall-net`.
### 3.2 Topologia SIP
```text
INTERNET → [OpenSIPS] → rede SIP privada → [Asterisk] → [B2BCall]
Asterisk → rede privada → Troncos SIP (operadoras)
```
O Asterisk nunca terá IP público. OpenSIPS e troncos são acessados via IP privado.
AMI/ARI nunca expostos além do host local (bind em 127.0.0.1 ou rede interna Docker
quando possível).
### 3.3 Asterisk Realtime
- PJSIP objects (`ps_endpoints`, `ps_auths`, `ps_aors`, `ps_contacts`,
`ps_endpoint_id_ips`, `ps_registrations`) via `res_odbc` + `res_config_odbc`,
schema dedicado `asterisk` no mesmo Postgres.
- Domínio de aplicação (campanhas, leads, agentes, filas, etc.) vive no schema
`public`/`application`. Nunca misturar as duas responsabilidades na mesma tabela.
### 3.4 Camada de telefonia
- `packages/telephony`: interface `TelephonyProvider` (Originate, Hangup,
QueuePause, QueueAdd/Remove, ExtensionState, DeviceState, QueueStatus,
PJSIPShowEndpoints/Contacts, reload) + implementação `AsteriskTelephonyProvider`
(AMI para controle/eventos administrativos, ARI apenas quando controle fino de
canais/bridges for necessário). Nenhum comando AMI é chamado diretamente de
controllers da API.
### 3.5 Eventos em tempo real
- `apps/asterisk-events` mantém conexão persistente ao AMI, normaliza eventos,
persiste os relevantes e publica no `apps/api` (WebSocket gateway) via Redis
pub/sub. Frontend nunca faz polling do Asterisk.
### 3.6 Motor do discador preditivo
- `apps/dialer-worker`: `PredictiveDialerEngine` — decide continuamente quantas
chamadas originar, usando EWMA de answer rate, TMA, abandono, CPS disponível
(token bucket coordenado via Redis) e capacidade de agentes. Detalhado em
`docs/PREDICTIVE_DIALER.md` (a ser criado na fase correspondente).
- Reserva de leads via `SELECT ... FOR UPDATE SKIP LOCKED` no Postgres —
transição `READY → RESERVED → DIALING` atômica, com timeout de reservation.
- Lock distribuído por campanha via Redis (`dialer:campaign:{id}:lock`, TTL +
renewal + ownership token) para impedir dois workers controlando a mesma
campanha.
### 3.7 Banco de dados
- PostgreSQL 17.
- Migrations obrigatórias (nenhuma alteração manual de schema).
- Particionamento temporal de `calls`, `call_events`, `queue_events`, `audit_logs`
avaliado quando o volume justificar — não implementado prematuramente, mas
índices e chaves são desenhados para permitir particionamento futuro sem
migração destrutiva.
### 3.8 Segurança desde a arquitetura
- Segredos apenas em `.env` (nunca commitado). Credenciais de trunk SIP
criptografadas em repouso (AES-256-GCM, master key fora do banco).
- RBAC completo (users/roles/permissions/user_roles/role_permissions),
reforçado no backend independentemente do frontend.
- nftables com política default-deny para serviços administrativos/telefônicos;
SSH nunca bloqueado durante instalação.
## 4. Status
Ver `TODO.md` para o checklist vivo de implementação.